Atitudes de Resultado com Prof. Heinz (02/12/2010)
Ter Luz Própria I“A confiança em si mesmo é o primeiro segredo do sucesso.”
Ralph Waldo Emerson
Ter “luz própria” e “confiar no seu taco”, de uma maneira bem simples, é não se paralisar perante um desafio, mesmo não encontrando apoio das outras pessoas. Aliás, nunca faltam pessoas que nos desencorajam com frases do tipo: “isso não vai dar certo” ou “cuidado, muitos já se deram mal com isso”. Ter “luz própria” e “confiar no seu taco”, é ter uma idéia, buscar informações (palpites não bastam), se manter seguro (apesar dos resultados iniciais negativos) e confiar na sua própria capacidade de realizar esse desafio. Isso não significa necessariamente trabalhar sozinho, pois as pessoas realizadoras sabem da importância do trabalho em equipe e o utilizam para potencializar seu desempenho. Mas se for preciso, trabalharam sozinhas.
Ser independente significa não depender excessivamente de ninguém e buscar autonomia inclusive às regras e controles de terceiros, podendo chegar ao ponto de questionar as normas vigentes. Um exemplo simples: o que você faria se tivesse visto algo interessante – uma máquina, por exemplo - numa sala onde entrava e saía gente a todo instante, onde a porta ficava fechada, mas sem o aviso de...“é proibida a entrada de pessoas não autorizadas”? A maioria das pessoas nem ousa chegar perto da porta, muito menos entrar na sala. Mas porque não bater na porta, pedindo licença para entrar? E se ninguém responder, porque simplesmente não entrar e fazer a investigação necessária?
Alguém já disse: “tudo que não e proibido, é permitido”. Claro que temos que ter bom senso, desde que não signifique passividade e conformismo.
É óbvio que essa independência tem um limite. Independência excessiva pode ser muito perigosa, pois a pessoa acaba se isolando e não enxergando aspectos importantes de questões. Muita gente já se deu mal por excesso de independência e autoconfiança. Aliás, o fracasso pode fazer parte do currículo dos realizadores, pois, “só não erra quem não faz”. Mas, apesar da frustração pela derrota, os realizadores aprendem com ela, mudam a estratégia e recomeçam de novo, dizendo para si mesmos e para as pessoas envolvidas: “Pode ser difícil, mas não impossível”, “Quem quer, encontra um caminho. Quem não quer, encontra uma desculpa”. “Vamos fazer da certo” etc.
Gosto muita da metáfora que diz que os realizadores são locomotivas e não vagões, pois enquanto os vagões são inertes e passivos, a locomotiva tem energia, disposição e puxa a frente, conduzindo e não sendo conduzida. Ela não limita a sua capacidade de realização e conquista.
Falando em limitações: de onde vem os fatores que limitam nossos horizontes e a nossa vida? Normalmente culpamos os fatores externos (concorrência, governo, clima, economia). Na verdade, acredito que nós mesmos somos a principal fonte das nossas limitações. Afinal “somos o que pensamos ser”, ou seja: nossos pensamentos geram crenças, as quais podem nos limitar ou nos libertar. O Dr. Walter Doyle Staples escreveu em seu livro `Pense como um vencedor’, sobre a relação de causa e efeito, demonstrando como as crenças pessoais representam a própria base da sua vida. Ele diz:
“Quando você muda o seu modo de pensar, mudam suas crenças; Quando você muda suas crenças, mudam suas expectativas; Quando você muda suas expectativas, muda sua atitude;
Quando você muda a sua atitude, muda o seu comportamento; Quando você muda o seu comportamento, muda o seu desempenho; Quando você muda e seu desempenho, VOCÊ MUDA A SUA VIDA.”
Conheço pessoas que dizem a si mesmo: “Eu sou burro mesmo”, “Não tenho competência para tanto”, “Eu sou assim mesmo. Não posso mudar”, “Isso não vai dar certo”, “Não vou conseguir”, etc. Quem pensa assim, está reafirmando as suas limitações, construindo e fortalecendo obstáculos que os impedem de avançar rumo a um mundo de possibilidades. Nossa mente produz a sua própria versão da realidade.
Tudo que está na nossa mente é real para nós.
Lembro-me que quando eu estava de férias numa praia, depois do almoço, como de costume, deitei para aquela soneca gostosa. Enquanto adormecia, comecei a ouvir um barulho de chuva no telhado da casa onde estava. Aquela sensação de aconchego era extremamente prazerosa: eu deitado sob uma coberta fina e lá fora uma chuva leve, molhando as plantas, a grama, a rua...que delícia. Mas surpresa eu tive quando acordei: não tinha chovido coisa nenhuma. O barulho que eu ouvia era de um galho de árvore que, com o vento, raspava levemente sobre o telhado, emitindo um som parecido com o de chuva e que para mim, era realmente de chuva.
No exemplo acima, os fatores externos físicos (vento, galho e telhado) criaram na minha mente um pensamento que, por conseqüência, era minha realidade. Assim, com os nossos pensamentos construímos a “nossa” realidade. É necessário desenvolver a habilidade de ouvir o que você está dizendo para si mesmo e eliminar os pensamentos limitantes.
Recebi pela Internet - infelizmente sem autor - um texto bastante interessante sobre a atenção que devemos dar aos nossos pensamentos.
O texto diz:
“vigie seus pensamentos, porque eles se tornarão palavras; vigie suas palavras, porque elas se tornarão atos;vigie seus atos, porque eles se tornarão seus hábitos; vigie seus hábitos, porque eles se tornarão seu caráter; vigie seu caráter, porque ele será o seu destino”.
